Capitão Planeta – Os animais merecem respeito
Esse desenho animado fez muito sucesso nos anos 80. Capitão Planeta procura muito ajudar a conter as mudanças climáticas.
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ABERTURA
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
Brown: mundo enfrentará catástrofe sem acordo climático
Agência Estado em
LONDRES
LONDRES – O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, advertiu hoje que o mundo enfrentará uma “catástrofe” se não houver ação para combater o aquecimento global. “Não podemos bancar o fracasso. Caso falhemos, pagaremos um preço pesado. Para o planeta, não há plano B.” Em dezembro, haverá uma conferência na Dinamarca, apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), para tentar se chegar a um acordo global sobre o clima. Recentemente, os Estados Unidos advertiram que o encontro pode não resultar em um pacto para substituir o Protocolo de Kyoto.
Durante um encontro de 17 grandes países desenvolvidos e em desenvolvimento, em Londres, Brown disse que os custos de fracassar na luta contra o aquecimento global seriam maiores que o impacto das duas Guerras Mundiais. Durante o Major Economies Forum (MEF), o primeiro-ministro afirmou que um acordo em Copenhague ainda é possível.
Brown pediu que os líderes mundiais trabalhem juntos para alcançar um acordo que estabeleça metas vinculantes aos países ricos para corte de emissões, e que os mais desenvolvidos financiem o auxílio aos países mais pobres, para que eles também cooperem com o combate ao aquecimento global. As informações são da Dow Jones.
Grandes economias discutem em Londres formas de conter aquecimento global
Agência AFP
LONDRES, Reino Unido — Os representantes dos mais importantes países responsáveis pelas emissões de dióxido de carbono iniciaram neste domingo dois dias de discussões sobre o aquecimento global, com o objetivo de preparar a cúpula da ONU, que será realizada em Copenhague em dezembro, indicou o ministro britânico de Energia e Mudanças Climáticas (DECC).
“Este dia é o começo do fim da partida, pois a apenas 50 dias das negociações finais de Copenhague temos que imprimir mais força ao jogo”,
declarou Ed Miliband em um comunicado.
“O Reino Unido está pressionando para que o Fórum das principais economias sobre energia e clima (MEF) obtenha um acordo ambicioso”,
acrescentou.
O Fórum foi lançado pelo presidente norte-americano Barack Obama em março. É destinado a facilitar a busca por uma posição comum entre as economias mais poluidoras.
É a quinta vez que seus membros –entre eles Brasil, Reino Unido, França, Itália, Índia, Alemanha, Japão, Estados Unidos, Rússia– se reúnem desde sua criação.
Vários países foram convidados, como Lesoto, Maldivas, Bangladesh, Costa Rica, Etiópia e Argélia, segundo um porta-voz do DECC.
As discussões serão realizadas de domingo a segunda-feira e os principais temas abordados serão o financiamento do combate ao aquecimento global, a gestão florestal e a maneira de reduzir as emissões de CO2, gás causador do efeito estufa considerado o principal responsável pelo aquecimento global.
“Representamos 90% das emissões mundiais (de CO2), então se conseguirmos avançar e reduzir as divergências entre os (17) países mais envolvidos no problema, isso facilitará as discussões nas Nações Unidas”,
explicou Ed Miliband à rede de televisão BBC.
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Aquecimento global: os efeitos no Ártico
/ Texto de Osmar Segura
Especialistas preveem um aumento na temperatura do Ártico de até 9ºC durante o século XXI e o Pólo Norte pode ficar totalmente sem gelo no verão em apenas duas décadas. Um aquecimento de entre 3ºC e 5ºC já desencadearia mudanças bruscas nos ecossistemas da zona.
Estas são algumas das conclusões da equipe internacional que participou da primeira expedição no Ártico do chamado projeto Arctic Tipping Points (ATP, pontos de mudança no Ártico, em inglês), que constatou que uma massa de água quente proveniente do Atlântico invade grande parte do setor europeu do Oceano Glacial Ártico.
O aquecimento das águas árticas está provocando o derretimento rápido do gelo, assim como o deslocamento das espécies próprias da região para o norte.
Um dos objetivos principais da expedição, da qual participou o Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC, na sigla em espanhol), foi determinar a partir de que nível de aquecimento podem ocorrer mudanças bruscas no Ártico, uma área geográfica situada ao redor do Pólo Norte da Terra.
Ao retornar da expedição, os pesquisadores do CSIC calcularam que um nível de aquecimento de entre 3ºC e 5ºC, em comparação com as temperaturas de 1990, já produzem bruscas mudanças no Ártico.
A zona onde mais sobe o termômetro.
O Ártico é a região do planeta onde a temperatura está aumentando mais rápido, com uma taxa de aquecimento três vezes maior que a do resto do planeta. A previsão é de um aumento de até 9ºC durante o século XXI.
Segundo o pesquisador Carlos Duarte, chefe da equipe do CSIC no projeto, “os prognósticos que falavam de uma rápida fusão do gelo foram ultrapassados pelas observações”.
Durante os anos de 2007 e 2008, houve uma perda brusca de gelo no Oceano Glacial Ártico, que resultou em uma diminuição de mais ou menos a metade da superfície congelada que restava normalmente no final do verão.
“A espetacular aceleração da perda de gelo no Ártico nos últimos anos sugere que a mudança climática entrou em uma nova fase nesta região, com possíveis consequências globais”, segundo o especialista. “Os modelos atuais sugerem que o Oceano Glacial Ártico poderia ficar totalmente sem gelo no verão em duas décadas, ou talvez antes”,
acrescenta Duarte.
A expedição, realizada a bordo da embarcação norueguesa “Jan Mayen”, foi a atividade inaugural do projeto ATP, financiado pela União Europeia (UE) e com a colaboração da Fundação BBVA.
O projeto, do qual participaram pesquisadores noruegueses, dinamarqueses, russos, poloneses, portugueses, franceses, britânicos, suecos e espanhóis, também pretende determinar o alcance da pressão humana nestas consequências, através da proliferação de atividades econômicas no Ártico, como o turismo, a pesca, a exploração petrolífera e o transporte marítimo.
Mudanças com impacto inesperado.
O coordenador do projeto ATP, Paul Wassman, da Universidade de Tromso (Noruega), adverte que “as mudanças que observamos terão efeitos sem precedentes no ecossistema Ártico. É urgente estabelecer onde e quando se alcançarão os valores que desencadearão mudanças abruptas”.
Quando Wassman fala de mudanças bruscas, ele se refere à existência de pontos limiares de pressão a partir dos quais perturbações menores podem alterar de forma qualitativa o estado ou o desenvolvimento de um sistema.
O projeto ATP identificará os componentes do ecossistema ártico que provavelmente experimentarão mudanças bruscas como resultado do aquecimento do clima.
Os pesquisadores do CSIC já detectaram que a mortalidade dos organismos mais característicos do Ártico cresce rapidamente com o aumento da temperatura.
A equipe internacional detectou que o pequeno crustáceo Calanus glacialis, elemento central da cadeia alimentar do Ártico, teria desaparecido de áreas nas quais antes era abundante. O pesquisador Miquel Alcaraz afirma que “o deslocamento para o norte das águas atlânticas quentes deslocou as espécies árticas”.
A ausência do Calanus lacialis confirma os prognósticos dos pesquisadores e aponta para uma grande mudança na cadeia alimentar na região.
Durante a expedição, mais de mil litros de água do Oceano Glacial Ártico foram transportados para as instalações do Centro Universitário das Ilhas Svalbard, em Longyearbyen (Noruega), onde os pesquisadores do projeto ATP fizeram experimentos para estabelecer o ponto limite de aquecimento a partir do qual são detectadas mudanças bruscas em comunidades de plâncton.
A pesquisadora do CSIC Susana Agustí explica que “a biomassa e a produção fotossintética do plâncton colapsam com o aumento da temperatura, além de sua taxa de respiração, e, portanto, a produção biológica de dióxido de carbono (CO2) do plâncton ártico aumenta rapidamente com o aumento da temperatura”.
O CO2 é um dos principais gases responsáveis pelo agravamento do aquecimento da atmosfera e do planeta.
“As regiões polares do planeta não são mais a última fronteira, mas são as trincheiras da luta contra a mudança climática”,
conclui Duarte.
SACOLAS PLÁSTICAS (Sobre o Dia Sem Sacola)
Texto de Celso Freitas do R7.com
Muitas vezes, quando um assunto é tratado exaustivamente na TV, fica desgastado. Este é um deles. Se a cada vez conseguirmos sensibilizar um telespectador, cumprimos nosso papel. Mas vamos lá…
O JR aborda também o problema ecológico grave de um outro invento que deve ser banido o quanto antes: as sacolas plásticas que poluem rios, mares, intoxicam animais… enfim, vão causar prejuízos a mãe natureza nos próximos 500 anos.
A respeito, noticiamos também um estudo em inglês que será apresentado na Conferência Ambiental da Dinamarca, em dezembro, que afirma que o Polo Norte poderá ser totalmente navegável até 2019.
A camada de gelo não chega a dois metros de profundidade.
Parabéns ao Rio de Janeiro por promover o “Dia sem sacola plástica”.
Nós e o meio ambiente
Texto de Celso Freitas (Jornal da Record) publicado no site r7.com
Desde a estréia do R7, estou ansioso para tratar de um tema que é quase obrigatório nas edições do Jornal da Record: o sufoco do nosso planeta.
Você não só tem assistido, mas também notado como o tempo e os fenômenos naturais têm nos afetado ultimamente.
São imagens que impressionam pelos estragos, transtornos e prejuízos pessoais.
Ventos fortes, chuvarada, granizo, enxurrada, deslizamentos, no sul do Brasil. Seca no nordeste.
Agora, a Amazônia sofre com estiagem e queimadas, depois de passar por um grande período de chuva.
No mundo, países da Ásia passaram recentemente por furacões.
Ontem, postei aqui iniciativa dos cariocas na promoção do Dia sem Sacola. Estimativas apontam que são 1,5 milhão de sacolas plásticas por hora – e elas não se desintegram antes de 500 anos.
Também foi notícia o estudo britânico alertando que o gelo do polo ártico não tem mais do que 2 metros de profundidade e está derretendo rápido.
Entre 7 e 9 de dezembro os principais líderes mundiais – entre eles o presidente Lula – estarão reunidos em Copenhague, na Dinamarca, numa Conferência Ambiental. Vão discutir a crise climática, traçar metas e tomar posições para combater do aquecimento global.
Esperamos que, dessa vez, surjam ações de verdade. Na Rio-92 e em Kyoto- Japão, em 1997, muito se prometeu, mas pouco se fez.
Você já deve estar careca de ouvir e ler sobre este assunto. Mas até que ponto tem tomado atitudes sérias para contribuir pela melhoria da qualidade do clima?
Esta iniciativa precisa de compromissos de cada um de nós, pois para as autoridades constituídas do planeta, a crise financeira é mais importante que a crise climática.
Se a preocupação é dinheiro, é bom saber que as catástrofes climáticas geraram, geram e vão gerar em pouco tempo prejuízos maiores que a crise hipotecária americana.
Para seu conhecimento, no Brasil as queimadas são a principal causa do aumento de gás carbonico na atmosfera. Em segundo lugar é o transporte rodoviário. Em terceiro, a pecuária. Acredite, o gado gera gás metano que também compromete a camada de ozônio.
Nos dois primeiros setores, vê-se preocupação. Mas neste último, não há nenhum sinal de providência. Hoje, somos o maior exportador de carne bovina do mundo. Sabe-se que os países mais ricos – e grandes compradores – estão cada vez mais exigentes com normas ambientais.
Imagine o prejuízo se o mundo considerar que carne brasileira é inimiga da natureza..

